Já há muito que não escrevia um post para o blogue. Tiveram saudades ? Eu certamente que tive… adoro escrever, respeito muito as palavras, a sua força e poder.
Apesar de ter estado pouco presente aqui no blog, para quem me acompanha sabe que o Terra Maya já é muito mais do que este espaço virtual. Inclusivamente, este ano criei um podcast, que aborda diversos temas relacionados com um maior bem-estar, consciencialização e estilo de vida, que tem ocupado grande parte do meu tempo para o Terra Maya (podem ouvir o podcast Terra Maya no soundcloud, spotify e itunes podcast).Também o vosso interesse dita o rumo do meu trabalho e de facto, o podcast tem tido uma receptividade INCRÍVEL e muito maior do que imaginava.

Voltando ao propósito deste post, em Agosto fui de férias, numa viagem que já andava a planear há muitos meses que fui partilhando no Instagram e gerou muita curiosidade, sendo que aqui vou partilhar algumas dicas e locais que aconselho, servindo como complemento ao episódio 12 do podcast.

No episódio do podcast falo sobre o porquê desta viagem, o que senti e como é que se tornou na viagem mais transformadora que alguma vez fiz. Seguem então algumas dicas complementares, que podem ajudar:

DICAS GERAIS

  • Alugar uma moto/bicicleta- Sem dúvida que se pode ir aos mesmos locais de táxi, e muitas vezes um guia dá sempre jeito. Contudo, grande parte da experiência e dos locais não turísticos que vimos, deveu -se ao facto de andarmos sempre de mota e conseguirmos explorar tudo à medida que íamos sentindo. Não posso dizer que sejam locais altamente seguros, o trânsito é caótico em Mandalay e Chiang Mai principalmente, onde não se respeita o código da estrada, mas se forem devagarinho e com consciência, tudo se faz. Existem vários locais onde podem alugar mota, e a primeira coisa que fazíamos quando chegávamos ao hotel ou íamos a um restaurante, era perguntar por locais onde se pode alugar.
    Atenção que nos hotéis que as disponibilizam, costuma ser sempre mais caro, mas também é uma questão de verem se dá para negociar.
    Em média conseguimos encontrar motas entre 5 a 7 euros por dia, o que acaba por ficar bem mais em conta do que ir de táxi para todo o lado. A gasolina é extremamente barata, por 3 euros enchem o depósito.
  • GPS Google Maps- Ter GPS é essencial, principalmente se andarem sem um guia. Nós não tínhamos internet mas há quem compre um cartão local e pode ter internet por 10 euros ao mês (conhecemos um casal que fez isso). Se optares por não ter internet, podes descarregar os mapas para consultores offline e colocar os locais que queres. Dá muito jeito e acabamos por conseguir fazer o nosso roteiro. Também é possível que existam outras apps para o mesmo efeito.
  • Mochila às costas- Sem dúvida que numa viagem em que se faz várias paragens e muitos voos para apanhar, considero importante optar por mochilão ao invés da mala normal. Nós levámos uma mochila de 50litros e outra de tamanho mediano (20/30litros) e deu perfeitamente para os dois (com roupa, máquinas, livros etc.). Também aconselho a não colocarem a mala no porão, para não existir o risco de desvios. Existiram vários voos em que fizemos escala e era sempre mais seguro e rápido levarmos a mala connosco.
  • Cuidados básicos de saúde– Para além da consulta do viajante, aconselho que levem um kit primeiros socorros (desinfectante, dores musculares, . Tive uma complicação com o meu pé, era impossível encontrar uma farmácia e quando encontrávamos algo semelhante (uma barraquinha com alguns medicamentos) não havia tradução para inglês nem conseguíamos comunicar.
  • Locais turísticos Vs Não-turísticos- Claro que os locais turísticos são bonitos, mas também é verdade que na minha opinião, não espelham a verdadeira cultura. Nós fomos na época baixa (junho-setembro) e mesmo assim era possível ver locais cheios de gente, câmaras e muitas vezes, pouco respeito pelos locais. Não gostei de lá estar, principalmente quando faziam dos monges budistas uma atracção turística. Aconselho a perguntarem, não terem receio ou vergonha de falar com as pessoas, foi assim que conseguimos aprender muito e chegar a diversos sítios espectaculares.

LOCAIS A VISITAR/ACTIVIDADES

Chiang Mai

Meditação: Em Chiang Mai encontram vários monges budistas e muitos centros de meditação. Aconselho a que perguntem a locais em restaurantes ou na rua, a comunicação não é fácil mas podem traduzir no Google translate a pergunta antes e mostrar.
Para almoçar/jantar: O melhor restaurante onde fomos foi o Rosy cheeks, mas em todo o lado se como bom Pad Thai!
Experiência imprescindível: Elephant Natura Park

Mandalay

Para almoçar/jantar: Thai (restaurante tailandês)
Para visitar: Pôr-do-sol U-bein Bridge; Templo Hsinbyume Pagoda; Pagoda Kuthodaw, Paya Mahamuni. Visitem também mosteiros de monges budistas não turísticos, através de locais/guias, pedindo sempre permissão se quiserem tirar fotografias ou entrar.
*Princiamente na parte da manhã, encontram muitos monges budistas que estão a estudar inglês e que gostam de prática e com turistas. Aqui fizemos dois amigos que acabaram por nos levar ao mosteiro onde moravam e fizeram uma visita guiada à medida que nos explicavam tudo. Foi uma experiência incrível.

Bagan

Alugar mota eléctrica- Certifiquem-se que está carregada e que aguenta com duas pessoas. A nossa ficou sem bateria.
Para ficar: Aureum Palace hotel & Resort Bagan. Este é um hotel espectacular, com uma das melhores vistas ao nascer e pôr-do-sol.
Para visitar: Explorem todos os templos, principalmente os não-turísticos na minha opinião. Se forem de mota conseguem ir a todo o lado em 2 dias. Old Bagan e New Bagan. Brick Monastery
Para almoçar/jantar: Restaurante Elodie

Vientiane

Para almoçar/jantar: Comon Grounds
Para sair: Earth (música ao vivo e bons cocktails)
Para experienciar: Massagens
Para visitar: Lojas de Fair Trade e produtos Naturais, Night Market

Luang Prabang

Para almoçar/jantar: Utopia

Para ficar: Kiridara Hotel

Para visitar: Night Market, Khoungsi Water Falls, vilas nas redondezas, Monte Phousi, Cascatas Kuong Si

Para experienciar: Luang Prabang Yoga, Pôr do sol no Rio Mekong (alugar um barquinho, perto do pôr do sul, junto ao rio existem muitos locais a vender essa experiência e é importante negociar o preço)