Já estamos em Dezembro, um dos meus meses preferidos do ano. Para mim, é um mês mágico. Um mês de amor, com muita cor e luz, tempo de família, amigos, convívio e generosidade.

É curioso, mas parece-me que nesta altura existe uma maior predisposição para a relação, para dar ao outro, para nos conectarmos com mais amor. Antes de mais, claro que esta postura/sentimento deveria ser constante ao longo do ano, mas vamos ver pelo lado positivo… podemos aproveitar para aprender e para sentir o impacto que o amor, gratidão e generosidade tem no nosso corpo. Depois de entendermos que não há nada melhor do que nos conectarmos com o outro, vamos ver a vida de uma forma bem diferente.

Aliás, no que toca à relação com o outro, não há como negar, que as relações afectivas – sejam de que natureza forem-, são essenciais para o bem-estar geral, tanto na infância como na vida adulta. Inclusivamente, quando o mesmo não acontece, gera muita preocupação, ansiedade e sentimentos negativos visto que, estes têm um impacto no sentimento que cada um tem sobre si mesmo.

Sou da opinião que para um maior bem-estar e felicidade, existem três aspectos que têm de entrar para a equação: uma maior conexão connosco, com o outro e com a Natureza. Aspectos estes que te convido a explorares ao longo de um ano no meu novo livro.

Decidi fazer este post porque, acho que este é um mês especial e sinceramente, o ideal para começarmos ou aprofundarmos esta conexão. Isto porque, há tanta energia positiva no ar, havendo claro, uma predisposição natural para relações com mais amor: sejam elas connosco ou com o outro.

Este mês:

  • Cultiva uma relação de amor contigo, todos os dias.

Como sabes, sou da opinião que antes de pensarmos no outro, temos de pensar em nós. Sei que este tipo de afirmações pode gerar alguma polémica mas na verdade é tão simples como isto: para conseguirmos dar, para nos entregarmos, para criarmos relações positivas, temos de estar bem connosco, caso contrário, não nos conseguimos entregar na nossa totalidade. Este mês não deve ser apenas para o outro, mas também para nós. Devemos ser os nossos melhores amigos, afinal, é connosco que vamos ter de viver todos os dias da nossa vida. Obviamente.

Esta relação connosco tem de ser bonita, tem de ser cultivada, e só nós é que o podemos fazer: Quer seja um banho relaxante todos os dias, começarmos a ler um livro especial para nós,  começarmos aulas de yoga, ou outra prática qualquer, ou simplesmente, irmos para a praia observar o pôr-do-sol. Algo que nos transmita conforto e tranquilidade.

Este mês faz algo por ti todos os dias e oferece-te a ti mesma/o o maior presente de todos: amor.

  • Conecta-te com o outro com amor.

Sempre estive ligada ao voluntariado, tanto em Portugal como em Cabo Verde. Com o voluntariado aprendi muito não há dúvida, mas a minha maior aprendizagem, foi perceber que ser voluntário não está necessariamente associado a uma associação, país ou missão. Ser voluntário, é alguém que faz algo de boa vontade sem esperar nada em troca. Ser voluntário é sermos humanos e nos conectarmos com o outro de uma forma pura.

Este mês conecta-te com o outro com amor. Diz à tua família e amigos o quanto os amas. Diz “bom-dia” (com vontade), à senhora do café, ao motorista do autocarro. Ajuda a tua vizinha/o com as compras. Ajuda quem mais precisa na rua. Faz acções de voluntariado…

Entrega-te com amor e gratidão a alguém, que conheças ou não. Todos os dias.

  • Por último, mas não menos importante. Abraça um Natal mais sustentável.

Esta é uma altura de consumismo. Quer queiramos quer não, somos invadidos por uma necessidade de comprar. Aliado a uma vontade “já natural” de consumismo, toda a decoração dos centros comerciais, os media, instagram etc, fazem muito bem o seu trabalho em prol de um maior número de compras e torna-se muito complicado resistir. Mas, de facto, última coisa que precisamos, é de mais coisas que na verdade não vamos usar.

É verdade que todos nós temos coisas que gostávamos de receber e não há mal nenhum nisso. Sou adepta de menos consumismo, mas também sou real e também tenho coisas que gostava de ter, de usar – todos nós. Mas, é um facto de que considero importante deixarmos de oferecer só porque sim, e optar por algo que sabemos que a outra pessoa não tem, deseja e que principalmente: VAI USAR MUITO.

Tudo o que oferecemos só porque sim, corre o risco de ficar no armário e isso, é só desperdício.

Também, quer seja na decoração da tua casa, compra de presentes, embrulhos dos mesmos, opta por opções mais sustentáveis: Faz a tua própria decoração (adoro utilizar pinhas e madeiras), reutiliza panos, roupa, jornais e revistas para embrulhares os teus presentes, oferece o teu tempo, presentes com significado e/ou experiências.

Lembra-te que o mais importante não é o valor monetário do presente, mas sim o valor sentimental do mesmo. Liberta-te do lema “mais é melhor”, porque não é.

Lembra-te:

“It’s not how much we give, but how much love we put on giving”

Madre Teresa